A marca do copo ainda está na mesa, lembrando-me a todo tempo de que você um dia passou por minha vida. E fez dela, uma eterna bagunça. Queria gritar, mas minha voz não saiu. Quis te segurar e não te deixar escapar, mas… meu corpo não saiu do lugar. Por dentro morria, por fora engolia o choro para ninguém notar a dor que estava me causando. Preferi sofrer do que abandonar o orgulho. Logo ele, meu amigo tão fiel. Hoje eu pago o preço por amar. É tão cruel não acha? Sentir seu coração despedaçar como uma rosa que vai murchando pouco a pouco até virar pó. Então uma interrogação para em minha mente: eu não posso ir até você, nem sequer sei o que dizer. Qualquer desculpa nesse momento pareceria falsa e não quero ser óbvia. Não posso assumir que sinto tua falta. Ainda me resta um tanto de amor-próprio.
Poderia te ligar, mas vai que uma de suas novas garotas atenda. Afinal, você não me pertence mais há muito tempo… Quantas já devem ter tocado teus lábios depois de mim? Por um momento, penso que não posso sentir ciúmes, pois… fui eu. Fui eu que deixei você partir sem ao menos dizer que aquilo me matava. Mas, você me conhece, amor. Eu nunca faço a coisa certa, sempre vou te esperar para tomar a decisão por nós. E se você decidiu ir, o que eu posso fazer? Além de lamentar? Tô sozinha, amor. Sozinha. Não são os seus braços que me confortam durante a noite, não é mais a tua voz que escuto dizer que ficarei bem. Eu me sinto tão pequena. Sem você, sem teu amor.
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